102 TIPS FOR INTERPRETERS

The Ultimate Guide for Beginners and the Curious

There are many evidences of the growing need of professionals in the Interpreting area, in international businesses, industry and social events, worldwide, having billions at stake. Billions of people, interests, money, pleasures…

Whether it is for avoiding or resolving conflicts, promoting humanitarian actions, deals or entertainment, building the bridges between persons, peoples, facts and situations is essential.

Written by the translator and interpreter Meg Batalha who is very experienced and well-traveled, this e-book gathers precious tips for students, interpreters already working in this area and others who are into this subject.

102 TIPS FOR INTERPRETERS

Using an informal, different, alive and welcoming language, it brings, shares (and, sometimes, stimulates!) reflections, suggestions, testimonies, challenges, confidences and laughter, with competence, faithful to the facts, intelligent humor, lightness, spontaneity and informal warmth.

 Starting with a light and quick historical, its topics bring information about equipment, techniques, technologies and methodologies, with clear headings: Introduction; Where to start; How to get ready; During the event; After the event; Miscellaneous tips; Interesting reads and Conclusion.  

 In this e-book you will find insights to expand your understanding of this age-old area, fascinating and unique of the human kind/intelligence, an evolving dialogue in which talent and experience get together in the right measure to teach, using a “day-to-day” and mild speech, daily facts of the job.

 That is the reason why Meg Batalha invites internet users who want to know, to “learn the ropes” of this promising universe of enchantment, changes, fairness and constant discoveries.

102 TIPS FOR INTERPRETERS by Meg Batalha.

A mais nova e moderna plataforma de INTÉRPRETES E TRADUTORES.

Prezados Internautas

Gostaríamos de lhes apresentar o www.catalogodetradutores.com.br, primeira plataforma interpreter to business – I2B do mercado brasileiro.

Cat Logo Nele, oferecemos serviços de:

• tradução: livre, técnica e juramentada;
• interpretação: simultânea, consecutiva, acompanhamento;
• interpretação em libras; e
• pesquisa de mercado.

Formado por profissionais qualificados em todas as áreas do conhecimento – no Brasil e no exterior –, prestamos serviços sem intermediários, por meio de rede multilíngue e diversificada, que se adapta às necessidades dos nossos clientes.

Contate-nos, para uma breve apresentação! Será um prazer lhe atender!

Cordialmente,

Meg Batalha
Intérprete & Tradutora
E-mail: megbatalha@gmail.com
Skype: meg.batalha Facebook: Meg Batalha
Tel.: (11) 5042-3973 – Cel.: (11) 995 825 899

CUIDADOS ESPECIAIS PARA QUEM USA A VOZ PROFISSIONALMENTE

voz

Autora: Karla Roberta Lima de Araújo

AQUECENDO O TAMBORIM

Os profissionais da voz são todos os indivíduos que usam a VOZ como seu instrumento de trabalho, ou seja, dependem da voz para exercer a sua profissão.

Os chamados profissionais da voz são: Cantores, Atores, Professores, Pastores e Padres, Advogados, Juízes, Promotores, Repórteres, Radialistas, Operadores de telemarketing, Leiloeiros, Políticos, Dubladores, Vendedores, INTÉRPRETES, etc.

A voz é algo tão característico e importante como a nossa própria fisionomia e impressão digital, varia de acordo com o sexo, a idade, a profissão, a personalidade, o estado emocional e a intenção que a usamos. É com a nossa voz que expressamos sentimentos, pensamentos, emoções e ideias; mostra quem realmente somos quando nos comunicamos com outras pessoas. glote

A voz é produzida a partir do ar que saí dos pulmões, passa pela laringe, onde estão localizadas as pregas vocais, as mesmas no momento da expiração, aproxima-se e vibram, produzindo assim o som. Este som, que de início é baixo e fraco, será amplificado pelas cavidades de ressonância (que são a faringe, boca e nariz). Após amplificado, o som será articulado na cavidade oral por meio dos lábios, bochechas, língua, palato e mandíbula.

Todos precisam ter cuidados com a voz, mas para quem utiliza a voz profissionalmente, é preciso ter alguns cuidados vocais essenciais, com isso é possível manter a integridade vocal. Vejamos alguns destes cuidados :

DEVE-SE BEBER, EM MÉDIA DOIS (2) LITROS DE ÁGUA POR DIA, de preferência em temperatura ambiente.

DURANTE A ATIVIDADE VOCAL, DEVE-SE BEBER ALGUNS GOLES DE ÁGUA, para umidificar a garganta. A água deve estar em temperatura ambiente, para que não ocorra choque térmico.

EVITAR QUALQUER TIPO DE COMPETIÇÃO SONORA.

EVITAR BEBIDAS ALCOÓLICAS, pois o álcool tem um efeito anestésico, assim provoca a diminuição da sensibilidade, é onde na maioria das vezes ocorre um abuso vocal, lesando as pregas vocais.

EVITAR GRITAR E TOSSIR, pois provoca um intenso atrito nas pregas vocais, podendo lesioná-las

NÃO FUMAR, a fumaça irrita a mucosa da laringe, acumulando secreções nas pregas vocais, e o ressecamento da mesma mucosa.

micro

EVITAR O AR CONDICIONADO, pois provoca o ressecamento das mucosas, alterando a vibração das pregas vocais. Se não for possível evitar o ar condicionado, procure sempre beber água, durante todo o tempo que estiver exposto a ele.

EVITAR O CONSUMO DE LEITE, CHOCOLATE E SEUS DERIVADOS ANTES A INTENSA ATIVIDADE VOCAL, pois esses alimentos aumentam a secreção de muco no trato vocal.

PROCURE CONSUMIR ALIMENTOS FIBROSOS, como maçã, que é um adstringente, ou seja, agem limpando a boca e faringe.

PROCURE INGERIR SUCOS E FRUTAS CÍTRICAS

PROCURE ESTAR VESTIDO (A) O DE FORMA  CONFORTÁVEL POSSÍVEL, para que seu vestuário não atrapalhe o fluxo respiratório.

DURANTE A FONAÇÃO, MANTENHA A CABEÇA RETA, UMA POSTURA ERETA COM OS DOIS PÉS APOIADOS NO CHÃO, pois assim  a passagem do ar ocorrerá sem dificuldades e o diafragma trabalhará melhor.

ARTICULAR BEM AS PALAVRAS, usando também expressões faciais para evitar o abuso vocal.

Alguns exercícios de relaxamento e aquecimento podem ser feito antes da atividade vocal como:

Rotação da língua no vestíbulo da boca,

Lateralidade da língua (empurrar a língua contra a bochecha),  cabine

Vibrar a língua,

Vibrar os lábios,

Bocejar,

Protusão dos lábios (fazer bico como se fosse dar um beijo),

Retração dos lábios,

Rodar o pescoço em todas as direções , entre tantos outros exercícios.

Encontre profissionais conectados da área de interpretação e tradução:  http://www.interpretesdeconferencia.com.br/

WANT TO PREVENT AGING? LEARN A NEW LANGUAGE….

By 

The current economic doldrums have many Americans casting a worried eye on their retirement accounts. But in order to assure yourself of a comfortable old age, there’s another fund on which you should be keeping tabs — a mental one. Ask yourself: How big is my cognitive reserve?

Cognitive reserve is the term scientists use to describe the extent of the brain’s capacity to resist aging and degenerative conditions like Alzheimer’s disease. The notion that such a capacity could exist originated in a surprising discovery made almost 25 years ago, when the brains of 137 elderly residents of a nursing home were dissected after their deaths. Remarkably, researchers failed to find a direct relationship between the degree of Alzheimer’s disease detected in the residents’ brains (revealed by the presence of structures called plaques) and how impaired they had been while they were alive. In other words, some of these individuals were able to resist the ravages of the illness better than others — but how?

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The neuroscientists from the University of California, San Diego, reported that the subjects whose abilities were less affected by Alzheimer’s were those with bigger brains and a greater number of neurons — suggestive evidence that keeping their brains active had built a bulwark against decline.

Since then, the idea that a deep cognitive reserve provides protection has received support from many different quarters. Research on bilingualism by Ellen Bialystok of York University in Toronto, for example, has demonstrated that speaking more than one language delayed the onset of Alzheimer’s symptoms by an average of five years. In a study published last year in the journal Cortex, Bialystok and her co-authors used brain scans to measure the extent of brain atrophy in monolingual and bilingual individuals who showed early signs of Alzheimer’s disease. The amount of atrophy in the bilinguals’ brains was much greater — indicating that even though their physical disease was more advanced than the monolinguals’, they’d been able to keep functioning at the same level. Bialystok theorizes that the lifelong mental exercise required to speak multiple tongues — remembering which word belongs to which language — helps bilinguals augment their cognitive reserves.

Now a new study suggests that mental activity can offset the effects not just of degenerative diseases, but of normal aging as well. In an article published this month in the journal Neurobiology of Aging, Nina Kraus and her colleagues at Northwestern University measured the ability of subjects to respond quickly and accurately to sounds that they heard. Some of the study’s participants were young adults aged 32 and under, while others were between 46 and 65 years of age; some were experienced musicians, and some were not. Kraus found that the middle-aged musicians, who’d spent decades honing their craft, outperformed not only their nonmusician peers but also the nonmusicians many years their junior. The mental rigor required by the practice of music effectively acted as an antidote to aging, keeping their nervous systems youthful.

BALANCE

We’ve all been taught the importance of beginning early in saving money for retirement. Accumulating mental capital — by learning to play an instrument, speak in a foreign language or master any complex skill — works the same way. If you want a generous cognitive reserve to see you through your golden years, you’d better start contributing now.

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HISTÓRIA DA TRADUÇÃO E DA INTERPRETAÇÃO

E ASSIM COMEÇA A HISTÓRIA….

por: José Flávio da Paz

Os processos de tradução e interpretação não constituem atos da contemporaneidade como muitos imaginam. Pesquisadores nos contam que, embora a interpretação simultânea seja relacionada aos movimentos pós-guerra, essa modalidade já era praticada desde o Egito Antigo e no Império Romano quando se utilizavam línguas orais. Em documentos datados de três mil anos antes de Cristo pode-se constatar uma referência a um supervisor de intérpretes. (…) Essa atividade era essencialmente ligada à Administração Pública.” AP | PORTUGAL (2012). As atividades praticadas pelos tradutores e intérpretes continuaram inalteradas durante séculos que antecederam a Idade Média, período que a língua francesa predominava como idioma dos nobres nos negócios e nas relações internacionais. Somente em 1919, após a Conferência de Paris deixaria de sê-lo, pois os políticos exigiam a implantação do multilinguismo, dada à abertura comercial com países anglo-saxônicos e demais países do mundo.

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As práticas de tradução e da interpretação aconteciam em mosteiros, concílios e sinagogas, já que naqueles espaços haviam pessoas advindas de toda parte do mundo para desenvolverem sua formação teológica. Essa prática favoreceria as relações mercantis, internacionais, diplomáticas e ações militares que exigiam forças armadas de diferentes países que seguiam em missão de paz e/ou guerra; reestruturação de países em momentos pós-guerra. Ainda citado por AP | PORTUGAL (2012), nesse período: ” (…) Cristóvão Colombo constatou que seu intérprete de árabe e hebreu de pouco lhe serviu para comunicar com os índios. Consequentemente, e após essa primeira viagem, ele decide capturar alguns índios e ensinar-lhes o espanhol para que lhe pudessem ser úteis como intérpretes na expedição seguinte. O mesmo aconteceu com espanhóis que estiveram presos pelos índios e aprenderam a língua e os costumes desse povo, servindo também de intérpretes.” Tal fato nos mostra as primeiras ações que nos levará ao estudo e à formação do tradutor e da tradução – intérprete/interpretação – tema oportuno para outro momento de discussão mais adiante.

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É importante salientar que antes desse movimento utilizava-se o gesto e a mímica quando a língua oral era inoperante e a figura do tradutor/intérprete inexistia. Situações dessa natureza criariam a personagem da tradução e interpretação, mas sem nenhum cunho acadêmico, bastava que detivesse a técnica conhecesse a língua podendo migrar de uma para a outra com pouca dificuldade, sendo ainda esta atividade de caráter voluntário. Passados anos e dados os avanços mercantis e o surgimento de organismos internacionais há necessidade de aperfeiçoar as estratégias da tradução e interpretação, ocasião que surge a Interpretação Simultânea, cuja proposta implicava na interpretação palavra por palavra e na reprodução fiel dos termos, sem a menor preocupação semântica e/ou pragmática das ideias, uma vez que nesta metodologia nenhuma reflexão por parte do tradutor intérprete é permitida, já que toda tradução é automática e em seguida ao pronunciado pelo expositor. Na perspectiva de melhorar a ação interpretativa, a Interpretação Consecutiva surge como alternativa a não funcionalidade da Interpretação Simultânea, visto que esta teoria traria algumas implicações de desordem comunicacional junto as Pessoas e as organizações.

Intérprete

Todavia, a Interpretação Consecutiva apresentava outra situação complexa, dessa feita, o tempo seria o problema, afinal, quando, quanto e como deveria interferir o intérprete nos discursos dos envolvidos parecia a questão da época e acredita-se que até os dias atuais seja uma excelente reflexão para aqueles que a usam como modelo amortizador nos processos inter comunicacionais. Apesar das eternas e profundas discussões, a interpretação simultânea é definitivamente aceita como modelo operacional, pois aproxima também as relações interculturais e exige mais competências e habilidades profissionais do tradutor / intérprete,  modelo adotado por respeitados organismos mundiais. Concernente a prática de interpretação de língua de sinais, temos poucos registros que identifiquem as primeiras ações. Pereira (2008) afirma: “(…). Historicamente não é possível rastrear o exato momento em que os intérpretes começaram a atuar, mas é plausível imaginar que desde que povos de diferentes línguas mantiveram contato houve a necessidade de intérpretes. No caso das pessoas surdas, existem hipóteses de que a interpretação surgiu no meio familiar e  aos poucos foi se estendendo aos professores de crianças surdas e ao âmbito religioso.

Com o passar do tempo, o fortalecimento dos movimentos sociais e políticos das comunidades surdas e o reconhecimento legal das línguas de sinais surgiu, finalmente, o ILS profissional” (Pereira, 2008, p. 138), consequentemente abrindo campos de discussão e grupos de trabalhos sobre a História da Interpretação e da Tradução da Língua de Sinais no Brasil e no mundo. O que o intérprete de língua de sinais realmente faz? Tradução, interpretação, ambos? Em palavras precisas, ainda segundo Pereira (2008, p. 136), assim as distingue: “(…) tradução é o termo geral que se refere a transformar um texto a partir uma língua fonte, por meio de vocalização, escrita ou sinalização, em outra língua meta. A diferenciação é feita, em um nível posterior de especialização, quando se considera a modalidade da língua para qual está sendo transformado o texto. Se a língua meta estiver na modalidade escrita trata-se de uma tradução; se estiver na modalidade vocal (também chamada de oral) ou sinalizada (presenciais ou de interação imediata), o termo utilizado é interpretação.” Pereira (2008, p. 136).

hieroNesta mesma perspectiva se encontrou outro conceito que também distingue estas ações: (…) Quem é o Intérprete: Pessoa que transmite o que foi dito de uma língua (língua fonte) para outra (língua alvo). Quem é o Tradutor: Pessoa que traduz de uma língua para outra. Refere-se ao processo envolvendo pelo menos uma língua escrita. “Assim, tradutor é aquele que traduz um texto escrito de uma língua para a outra (seja ela escrita ou oral).” (…). FADERS, 2012. Desse modo, a interpretação é o termo mais adequado quando se refere às línguas de sinais, salvo quando estes estiverem escritos. Esta ação é executada pelo intérprete de língua de sinais, que no caso do Brasil podemos denominá-la de LSB ou LIBRAS. Este será responsável por interpretar a mensagem de uma dada língua para a língua de sinais e vice-versa, sem perder o seu sentido original. Ressaltando que a interpretação entre duas línguas é bidirecional, como uma via de mão dupla, segundo concepções da FADERS (2012) e envolve atos cognitivo-linguísticos, sócio educacional e cultural, como atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. É extremamente importante que o intérprete esteja envolvido nas interações comunicativas do grupo a ser interpretado, tanto no âmbito sociocultural, como sócio educacional e de entretenimento.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO – Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/idiomas/artigos/14746/historia-da-traducao-e-da-interpretacao#ixzz2pgP8aPs7

Intérpretes são pontes humanas com nervos de aço!

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Contato: megbatalha@uol.com.br e http://www.megbatalhainterprete.com

Devem intérpretes iniciantes aceitar trabalhar por tarifas baixas? Entenda o quebra-cabeça!

Cobrar tarifas baixas é um erro comum entre intérpretes iniciantes. Em princípio, parece ser algo justo, em vista da pouca experiência que os iniciantes têm em situações reais de trabalho. No entanto, isso pode ser um equívoco. Vamos analisar os diversos porquês:

Às vezes, quando você está saindo de outra profissão e entrando no mundo da interpretação, certas diárias consideradas “baixas” com relação ao nosso padrão de referência, que é a tabela do SINTRA, podem parecer muito dinheiro a ser ganho em um dia só, o que, naturalmente, proporciona certo deslumbramento. Nessas horas, é possível que se tenha a impressão de que toda essa campanha que os intérpretes “veteranos” fazem em prol da manutenção do nível elevado das diárias seja mera “implicância” ou “soberba”. No entanto, há alguns fatores que devem ser levados em consideração:

1) A interpretação simultânea é um trabalho árduo e estressante, e requer habilidades especiais que são bem diferentes da tradução escrita. Ouvir e falar ao mesmo tempo é algo incomum; ademais, ouvir em uma língua e transmitir a mensagem ouvida em outra em tempo real é algo que nem todos conseguem realizar. É necessário ter profundo conhecimento tanto das línguas de trabalho como de cultura geral, além do domínio dessas línguas e de áreas diferentes de conhecimento. Achou pouco?

Então considere o seguinte: muitas horas/dias são gastos na preparação de um evento.  Investe-se tempo em pesquisas na internet, em muita leitura para entender o negócio da empresa ou do evento, na elaboração de glossário, na tradução e adequação ao jargão empregado, no estudo do glossário e treino oral – e estas são somente algumas das tarefas que intérpretes realizam antes de um evento. Para um trabalho de qualidade apurada são necessários cuidados com a voz e exercícios vocais. Então, você já sabe que nosso trabalho não é mole, e a cada evento estudamos sobre assuntos diferentes que, em geral, não têm nada a ver com o  trabalho feito anteriormente.

2) Cobrar tarifas baixas fere a ética e prejudica o mercado de interpretação como um todo e, consequentemente, prejudica você também. Aqui, o que ocorre é a desvalorização do trabalho do intérprete iniciante e do intérprete profissional, além do favorecimento da concorrência desleal. Com o tempo, o mercado como um todo fica contaminado, dificultando, assim, a prática de tarifas justas. Será que alguém ganha com isso?

No mais, pense no seu próprio futuro: alguns clientes, especialmente aqueles que estão habituados a pagar tarifas baixas, resistem a posteriores aumentos. Se você já percebeu isso, o que invariavelmente ocorre é que você terá que buscar novos clientes e daí cobrar a nova tarifa e desistir dos antigos quando tais não aceitarem reajustes.

Então, o que fazer se você é um iniciante e recebeu uma proposta de trabalho?

Primeiramente, não subestime o valor de seu trabalho. Você terá que se preparar muito bem.

Uma sugestão é pedir a orientação de um intérprete mais experiente ou convidar quem já atue no mercado, pois você se sentirá um pouco mais tranquilo. Se a pessoa em questão for um bom colega, poderá lhe socorrer em momentos de dificuldade na cabine. Há pessoas solidárias, dispostas a lhe ajudar.

Assim, porque aceitar tarifas que desvalorizam o que você faz e todo o empenho necessário para dar o seu melhor? Na hora em que te oferecerem aquela diária baixa para um evento de vários dias e você fizer as contas e sentir aquela “dor no coração” de estar abrindo mão daquela quantia total em nome dos seus princípios (que falam alto, mas não pagam suas contas) e da defesa de nosso mercado, lembre-se sempre que um “não” dado a uma proposta indigna hoje pode render um “sim” amanhã, e isso certamente ocorrerá diversas vezes. Este é o primeiro passo para ser bem conceituado dentre os bons colegas. No mais, há sempre o risco de, ao aceitar reservar a sua agenda para um evento que pague pouco, você acabe tendo que recusar um que pague melhor ou te interesse mais, pois será difícil arranjar um bom colega para te cobrir por aquele valor.

O mercado precisa de intérpretes, e é você quem decide o quanto O SEU TRABALHO VALE! Mas lembre-se, sua decisão afetará todo um conjunto de profissionais quer para o bem ou para o mal, dependendo do valor pessoal e monetário que você dá à sua profissão e ao trabalho envolvido em executá-lo.

Pense nisso!

E não esqueçam:  intérpretes são pontes humanas com nervos de aço!

O Intérprete!

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“PITACOS” DESPRETENSIOSOS SOBRE COMPORTAMENTO EM CABINE


Ninguém sabe tudo! Aliás, saber tudo nem existe, já que não existe uma verdade só, absoluta.

A ideia aqui é compartilhar algumas impressões, ideias e experiências que vamos adquirindo sobre o comportamento em eventos ao longo dos anos. Escrevam suas sugestões, discordem, repassem, questionem, enfim… o blog é para todos que buscam aprimoramento constante.

Vamos à lista:

1 – Menos é mais. Menos perfume, menos joias, menos volume na voz, menos interação com o cliente – principalmente, claro, se o cliente não for seu.  Ética é fundamental. Dê sorrisos, mas não dê cartões!

2 – É fácil esquecer dos técnicos de som. Muitas vezes, chegamos ao local do evento, e a cabine já está arrumada. Não deixem de dar bom dia, perguntar o nome do técnico, dizer “por favor”. Todos gostam de respeito e consideração. E, afinal, quanto melhor tratamos as pessoas, melhor seremos tratados, certo?

3 – Agora, um assunto muito importante: a ajuda ao concabino. Passe colas de palavras difíceis e prováveis de aparecerem novamente. Ah, e cola é por escrito!!! Para quem está ouvindo e falando ao mesmo tempo, é difícil decifrar sussurros ou caretas e gestos. Ao agir assim, você desconcentra o colega, não atinge o objetivo, e quem escuta é só quem não deve: a plateia – rsrs!

Um detalhe importante: escreva a cola com letra legível! Afinal, já não é fácil ser multitarefas… que dirá ter que, ainda por cima, decifrar um garrancho, concordam? E não cutuque o colega. Tem gente que sente cócegas e pode se assustar… ou surtar!

4 –  Aproveite para relaxar um pouco na hora do seu intervalo, mas não “abandone o barco”. Uma dica boa é ficar sempre um slide a frente, antevendo palavras difíceis. Na hora certa, a cola estará prontinha para seu colega.

5 – Procure se aprimorar, se familiarizando mais com as funcionalidades de seu computador. Na cabine, um segundinho que seja faz diferença. Ah, e desligue ou tire o som do celular e o som do computador, também.

6 – Tenha um modem 3G. Na maioria das vezes, o wi-fi em hotéis e centros de convenções é caro, e ficar sem internet, além de atrapalhar o seu trabalho, é muito entediante.

7 – Procure, além de estar bem vestido e de barba feita etc., não ser o primeiro a se servir no coffee-break/almoço. Para quem ainda não leu “Na Sala com Danuza”, fica aí a dica de etiqueta!

8 – Água em garrafa evita derramamentos, panes elétricas e papéis molhados!

9 – Chegue cedo para testar o equipamento, pedir palestras e trocar dicas com seu colega.

10 – Estude para o evento, mesmo que não haja material. Você vai soar bem mais confiante!!

11 – Balinhas de menta e afins refrescam o hálito – use e abuse!

12 –  Ah, e sempre aproveite as dicas dos colegas mais experientes!

E não esqueçam:  intérpretes são pontes humanas com nervos de aço!

O Intérprete!

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